sexta-feira, 30 de julho de 2010

Programa do dia 31/07/10


Na foto estão: Aline, Cassandra, Mara, Olimpio e Narjara.
O Programa Olimpio Guarany deste final de semana falará o projeto de lei encaminhado pelo Governo Federal que pretende proibir qualquer tipo de castigo físico que provoque dor em crianças e adolescentes. Até a palmadinha e o beliscão entram na lista. Para debater sobre o assunto, estarão no estúdio a psicóloga infantil, Mara Michela Fernandes, e a conselheira presidente do Conselho Tutelar de Macapá, Cassandra Guerra.
O repórter da Amazônia, Olimpio Guarany, foi até o município de Mazagão conferir todos os momentos e fazer um resgate histórico dessa tradicional festa de fé do Amapá.
Você também acompanha, junto com a jornalista Narjara Costa, a rotina de estudos de quem está de olho no futuro: os concurseiros.
E a jornalista Aline Koller mostrará as escavações realizadas no sítio arqueológico que fica dentro do campus da UNIFAP. Vale a pena ver as riquezas arqueológicas encontradas por lá!
Aprecie, ainda, a música de Ana Martel e conheça um pouco mais sobre essa talentosa artista amapaense, primeira a gravar um CD com incentivo da Lei Rouanet.
A artista Ana Martel ao lado dos apresentadores.
Tudo isso e muito mais no Programa Olimpio Guarany, que vai ao ar na Band, canal 4, neste sábado às 11h, com reprise no domingo às 8h.
Acesse o blog do programa: www.olimpioguarany@blogspot.com
E para entrar em contato com a produção escreva para: programaolimpioguarany@gmail.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Programa do dia 24/07/10

Neste sábado falaremos sobre a nova emenda constitucional que diminui o tempo de espera para os pedidos de divórcio, eliminando a etapa da separação. Para discutir o assunto receberemos o Juiz de Direito, Dr. Rui Guilherme, titular da 1ª Vara de Família.

Até o mês de outubro você acompanha no Programa Olimpio Guarany diversas notícias sobre as eleições 2010. Nesta edição, mostraremos algumas novidades apresentadas neste ano, entre elas, o voto em trânsito para presidente.

Confira ainda uma entrevista com o menestrel da Amazônia, o cantor Nilson Chaves.

Fique ligado! O programa Olimpio Guarany vai ao ar na BAND, canal 4, neste sábado (24/07), às 11h. Com reprise no domingo, às 8h.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Diabéticos do Amapá

Uma doença que provoca outras doenças e atinge uma pessoa a cada cinco segundos, o diabetes se espalha pelo mundo de forma assustadora. Em Macapá estima-se que existam 15 mil diabéticos, mas apenas 3 mil estão cadastrados. Muita gente tem essa doença e nem imagina.

A pessoa diabética tem problemas com a produção da insulina, hormônio responsável pela redução da taxa de glicose no sangue. Sem a ação da insulina, o organismo não consegue processar o açúcar dos alimentos. Esse açúcar fica no sangue e causa muitos problemas.

As complicações causadas pelo diabetes são responsáveis por 9% de todas as mortes registradas na América Latina e no Caribe – de acordo com estimativas da Fundação Mundial de Diabetes e da Federação Internacional de Diabetes. Cerca de 330 mil pessoas irão morrer em 2010 por causa da doença.

Mas é possível ter uma vida longa e saudável convivendo com a doença, se ela for descoberta e controlada a tempo. Além de cuidar na alimentação, é muito importante praticar exercícios físicos.

No Amapá existe há mais de três anos um grupo de pesquisa de diabetes mellitus na Universidade Federal do Amapá. Desse grupo surgiu a associação de diabéticos que se reúne na sede dos magistrados, em Macapá. Nas terças e quintas-feiras a associação oferece aulas de hidroginástica a diabéticos e também a hipertensos. E nas quintas, depois da piscina, o grupo dos diabéticos se encontra para trocar experiências e aprender a conviver melhor com a doença. “A associação é um ponto de apoio às nossas lutas. O objetivo é somar com o grupo e com o estado, na busca de direitos”, afirma o presidente da associação Hélio Ferreira.

A associação tem buscado apoio para conseguir um local próprio para as atividades. Cerca de 80 pessoas fazem parte da associação e algumas vezes há fila de espera, já que o número de profissionais necessários para atuar neste trabalho voluntário não é suficiente. Assim como na associação, os diabéticos amapaenses enfrentam uma série de dificuldades no dia a dia.

“As dificuldades são muitas. Entre elas o próprio medicamento. Como é uma doença que detona várias outras doenças, precisamos de vários exames e especialistas. O que temos é o serviço básico que a lei federal exige, isso quando tem. Já temos relatos de um grupo que utiliza insulina, volta e meia não tem ou não tem seringa ou agulha. O nosso grupo atende a um grupo reduzido, e encontramos dificuldades de encontrar alimentos. E no interior é bem pior”, declara Hélio Ferreira.

Problema maior ainda enfrenta João Dias, que está aprendendo a viver sem a perna esquerda, amputada em fevereiro deste ano em decorrência do diabetes. Para fazer a fisioterapia, duas vezes por semana, ele precisa vencer muitas barreiras da cidade de Santana, onde mora, até Macapá. “Não tem o coletivo adaptado para cadeirante; eu subo degrau por degrau no ônibus. Muitas vezes se as pessoas não me segurarem eu caio. As calçadas não são adaptadas, são elevadas. São inúmeras as dificuldades”, lamenta João.

Ele tem enfrentado os problemas com persistência e esperança. Cinco meses após amputar sua perna, prepara-se agora para receber uma prótese. Afinal, ele mesmo finaliza “não podemos nos curvar diante desse probleminha. Não vou poder tirar açaí, mas em termos de locomoção é muito melhor. A vida continua. O bom de tudo é que Deus me tirou a perna, mas me poupou a vida.”


Reportagem exibida no programa Olimpio Guarany do dia 10.07.10.
Repórter: Aline Koller
Câmeras: Sérgio Silva e Francinildo Costa
Editor: Paulo Band

Entrevista sobre DIABETES

O Programa Olimpio Guarany traz mais uma novidade para você. A partir de agora, disponibilizaremos no site a transcrição de algumas entrevistas e reportagens veiculadas no programa.
Quem estreia no site é o Médico Endocrinologista Wild Cavalcante, representante amapaense da Sociedade Brasileira de Diabetes. Ele conversou conosco sobre o diabetes no programa que foi ao ar no dia 10/07/10.


Programa Olimpio Guarany: O que é o diabetes?
Doutor Wild Cavalcante: O diabetes faz parte de um grupo de doenças metabólicas em que há um distúrbio, um erro no metabolismo no corpo referente à glicose, ao açúcar no sangue. O indivíduo deixa de ter insulina – hormônio que queima essa glicose, que diminui esse açúcar do sangue. Então o indivíduo pode ter um erro de fabricação ou um erro na ação dessa insulina. Aí vai existir uma doença chamada diabetes. Desse erro pode ter o diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2 – que a gente ouve falar rotineiramente no consultório.

POG: Como pode-se identificar quando é diabetes tipo 1 ou tipo 2?
DWC: O que é mais comum hoje e que a gente tem muito no Brasil é o tipo 2, que está relacionado com o ganho de peso, à obesidade, à pressão alta, com o colesterol alto. Esse é o diabético que era conhecido antigamente como o diabético não insulino-dependente (esse termo não se usa mais, agora é o tipo 2). Nesse caso o indivíduo começa um quadro da doença em que muitas vezes ele não sente nada, quando ele vai sentir, geralmente cinco anos depois da doença que não foi diagnosticada, quando vai procurar o médico ou o pronto-socorro ele está com alguma complicação, ou com uma doença renal ou uma doença na retina do olho.
Já o diabético tipo 1 é o contrário, é aquele que era conhecido antigamente como o insulino-dependente, que acomete mais as crianças e jovens.

POG: E a doença é genética?
DWC: Antigamente se dizia que era genético, na realidade os dois tipos têm fatores genéticos, mas o tipo 1 é uma forma que já abre um quadro com sintomas mais agressivos. A pessoa já começa a perder peso muito acentuado, tem muita sede, urina muito. E também, por muitas vezes, é aquele indivíduo que não sabia que tinha a doença e vai procurar um hospital num estado de coma, com desidratação, e naquele momento é diagnosticado o diabetes, onde a glicemia está muito alta.

POG: O diabetes tem cura?
DWC: Cura é um nome que a gente ainda não pode usar hoje, há estudos que estão propondo a cura – estudos com diabéticos tipo 1, com células-tronco. Tem tratamento e tem controle.

POG: O que as pessoas devem fazer para identificar se elas têm a doença ou não? Existe uma idade limite em que a pessoa deve fazer o exame?
DWC: Por ser uma doença silenciosa, você não vai esperar aparecer os sintomas para começar a tratar. Você vai ter que buscar, é o chamado rastreamento da doença. E essa busca é feita nos postos de saúde, na atenção básica, no PSF. A equipe de saúde, não só o médico, – enfermeira, psicólogo, técnico de enfermagem e médico – tem que saber identificar o grupo de risco, quem é esse paciente que tem a chance de ser diabético. Como principal fator de risco nós temos a obesidade, aí temos um indivíduo que é hipertenso, sedentário, maior de 45 anos. Então você junta esses fatores de risco, eles já têm uma indicação de fazer uma glicemia de jejum que é para tentar identificar o diabetes.

POG: Por exemplo, um adolescente, como os pais podem identificar ou procurar o serviço de saúde para fazer os exames para tentar detectar o diabetes?
DWC: Existe o tipo 1, que é comum em criança e adolescente, ele já abre o quadro com esses sintomas e os familiares já vão identificar, porque há uma perda de peso, tem um excesso de sede, a criança urina muito à noite.

POG: E as crianças obesas?
DWC: Aí entra num outro caso que estamos começando a ver depois da década de 90, do ano 2000 para cá, que são as crianças que estão ficando obesas. Antigamente não se dava diagnóstico de diabetes tipo 2 em criança. Hoje não, eu tenho aqui em Macapá pacientes com 11, 13 anos que já têm diabetes tipo 2, por conta da obesidade.
Na década de 70, a gente pega o perfil da população, você não tinha o fast-food, o excesso de refrigerantes, tinha aquela comida mais saudável e a população ainda brincava no seu quintal, gastava energia, as crianças brincavam. Hoje não, as crianças têm acesso à comida fácil, além disso, deixaram de ter atividade rotineira de uma criança, então ficaram obesas. E com a obesidade, que é o fator de risco principal para o diabetes, aparece essa nova doença no grupo de crianças e jovens.

POG: O que as pessoas devem fazer para prevenir?
DWC: Controlar o peso, estimulando a atividade física, com isso você não está gastando dinheiro. Para cada paciente tratado o valor é seis vezes maior do que o gasto para a prevenção.

POG: Para finalizar, qual o recado você deixa para as pessoas diabéticas?
DWC: O diabetes não é o fim do mundo, ele deve ser encarado como qualquer outra doença, que deve ser superada, e o sucesso vai depender principalmente do paciente querer. E também de uma equipe preparada, multiprofissional, para orientar esse paciente desde a entrada, do fio de cabelo ao pé, ele tem que ser visto como um todo, a parte clínica, a parte psicológica, social – avaliar se, quando a gente passa uma medicação, esse paciente tem condições de comprá-la ou se tem essa medicação no posto de saúde, você tem que dar opção para ele. E a melhor opção, por mais que eu não tenha o medicamento, ainda é a dieta e a atividade física e tem que ser todos os dias, não é pensar que você melhorou que pode parar, isso é para o resto da vida.

Transcrição: Aline Koller

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Programa do dia 10/07/10

O Programa Olimpio Guarany está de volta neste sábado. Falaremos sobre o diabetes e como vivem os diabéticos no estado. Quem conversa sobre o assunto é o médico endocrinologista, Wild Cavalcante, representante amapaense da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Você confere também um passeio pelo Rio Amazonas junto com uma turista norte-americana, nossa equipe registrou cada momento e as reações dela nesta aventura. Veja ainda uma reportagem que mostra o dia a dia da maior feira livre da América Latina, que fica em Belém do Pará.

Encante-se com a voz refinada de Dulce Rosa, que além de cantar, falará sobre sua trajetória musical. E para acompanhá-la no violão receberemos o músico Finéias Reis.

Não perca! O programa vai ao ar às 11h deste sábado, com reprise no domingo (11/07), às 8h, na Band, canal 4.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Olimpio Guarany, a volta

Neste sábado, às 11h, Olimpio Guarany estará de volta à telinha da Band, canal 4. Ao lado de Narjara Costa e Aline Koller, Guarany traz boas novidades. Depois de emplacar com o novo perfil jornalistico, o programa apresenta reportagens especiais, quadros super interessantes, entrevistas e muita informação fazendo o seu final de semana ainda melhor.

Domingo também
Por decisão do Presidente da Band Macapá, Josiel Alcolumbre, o programa Olimpio Guarany será reapresentado, aos domingos, a partir das 8h, como forma de brindar os telespectadores que não tem oportunidade de assisti-lo aos sábado.