segunda-feira, 27 de abril de 2015

José Sarney, 85 anos. Imortal.


José Sarney - Foto: Paulo Negreiros
No último 24, o ex-presidente José Sarney completou 85 anos de vida. O que eu publico a seguir é um material veiculado na Folha de São Paulo, em que o ex-senador pelo Amapá fala de sua vida, da política e literatura. Na produção do jornalista Pedro Ladeira/Folhapress, Sarney faz brilhar os olhos quando fala de seu perfil como escritor. O repórter pinçou citações do que personalidades da literatura mundial pensam ou pensavam sobre Sarney.
Vamos conferir:

José Sarney, 85, ex-presidente do Brasil, ex-governador do Maranhão e senador cinco vezes por dois Estados (a terra natal e o Amapá), não quer que a literatura seja uma letra morta em sua trajetória.

Atualmente, trabalha em duas obras: suas memórias e seu quarto romance, "O Solar dos Tarquínios", que acabará "se Deus me der alguns anos de vida". A ficção fala sobre uma família incapaz de morrer. Em 2014, a filha, Roseana Sarney, renunciou ao governo maranhense, pondo fim a um ciclo de quase 50 anos do clã no poder local.

Sarney é imortal. Ocupa a cadeira 38 que já pertenceu a Santos Dumont e Graça Aranhana Academia Brasileira de Letras desde 1980. Ao ganhá-la, discursou sobre "um sonho que se realizou e, como diz Jorge Luis Borges, quem realiza um sonho, constrói uma parcela de sua própria eternidade".

Pedro Ladeira/Folhapress
O ex-presidente José Sarney fala sobre sua obra literária, em seu escritório em, Brasília
Sarney quer ser eterno. Não pela política, que praticou ao longo de 60 anos e sete partidos (é do PMDB desde 1984), mas por obras com pitadas de realismo fantástico como "Saraminda" a mulata dos "bicos dos seios amarelos como ouro bruto", de pontas "altas, duras, roliças, que faiscavam como tição".

Em 25 de outubro de 1996, o amigo Claude Lévi-Strauss (1908-2009) enviou uma carta manuscrita com elogios ao então presidente do Senado. Era "monumental" a edição francesa de "O Dono do Mar", livro povoado por seres como Querente, que flutua pelo mar há 400 anos, e Zé do Casco, o violador de pescadores distraídos.

Já Millôr Fernandes (1923-2012) definia "Sir Ney" como autor de obras que seriam "motivos para impeachment".

Sarney diz que "há mais de 30 anos não nasce um grande romancista". Quanto a ele, paciência. "Quando o tempo afastar o político, o trabalhador das letras vai aparecer."

MÁ VONTADE

Na quarta-feira (22), a dois dias de completar 85 anos, recebeu a Folha em seu escritório em Brasília, decorado com um crucifixo na parede e uma Bíblia na mesa.

"O presidente não está querendo dar entrevistas por esses dias, mas talvez abra uma exceção para falar de literatura", explicou o assessor antes de combinar a entrevista.

Exceção aberta. Por uma hora, o ex-presidente e fã de "Dom Quixote" falou sobre sua saga literária, pouco conhecida no país que presidiu. "Havia má vontade. Não viam o escritor, viam o político."

Sarney tomou gosto por biografias políticas recentemente leu as de Getúlio Vargas, Josef Stálin e Tancredo Neves, fora "O Capital no Século 21", de Thomas Piketty.

Sua própria passagem pelo cargo mais alto no país foi conturbada, diz. "Ninguém sabia, mas atravessava um período de grande depressão quando assumi a Presidência. Não passei pela crise dos 50 anos. Mas de repente, com 52, me surgiu. Era uma cobrança que fazia a mim mesmo do que tinha feito da minha vida."

A cura veio pelas letras. Emposta a voz para recitar o poema "Garça Negra": "Garça negra/ asas de fogo e silêncio/ noites de tédio e de calmantes/ não me busques". "O Carl Jung dizia que todos morremos frustrados por não termos tido a vida que queríamos."


Folha - Jorge Amado disse certa vez que "José Sarney é um escritor a quem o político José Sarney tem causado graves prejuízos". Concorda?

José Sarney - O Napoleão dizia que política é destino, literatura, vocação. Eu me lembro da definição do Ernesto Sabato sobre literatura como antagonista da realidade. Mas a política tem dos dois. Teve a morte do Tancredo Neves [em 1985, antes de assumir a Presidência, abrindo espaço para ele, vice], em que a realidade imitou a ficção.

Arrepende-se de ter privilegiado destino e não vocação?

Olhe, se Deus tivesse me perguntado se eu queria ficar com a literatura ou a política, teria escolhido a literatura. Não passou um dia sem que eu não tivesse um convite de noivado para a literatura. Calculo que passei 25% da vida lendo ou escrevendo. Não tenho nenhum outro hábito: não cultivo esporte, não costumo ir a cinema, teatro, não frequento restaurantes, não sou de dar recepções em casa.

Terminou sua autobiografia?

Estou na fase de revisão, pois ela foi escrita durante muitos anos [desde 2003]. Sendo um intelectual, com o privilégio de participar da história do Brasil como assistente e até mesmo protagonista, não compreenderia se não deixasse um depoimento da minha visão do poder.

Pensei [no título] "Boa Noite, Presidente". Adotei uma técnica para escrever. O primeiro capítulo sobre a noite da doença do Tancredo. O segundo, meu nascimento. O terceiro, meu governo... No fim, as partes se encontram.

O senhor escreveu obras de realismo fantástico, como "Saraminda". Encontrou na vida alguém tão mágico?

É cil criar um drama que seja uma cópia da realidade. Difícil é criar um personagem. Eu consegui. De tal maneira me liguei a Saraminda que a minha mulher [dona Marly] dizia que já estava com ciúmes dela. "Você não larga essa mulata de jeito nenhum."

E como achou sua musa?

Fui até Caiena [capital da Guiana Francesa] pesquisar para o livro. Passa uma mulata muito bonita, e eu me senti seduzido. Ela, Saraminda, passou a existir. Arrematada no leilão de prostitutas onde o Cleito Bonfim pagou dez quilos de ouro por ela [no enredo do romance]. Seus seios tinham os bicos de ouro.

Seus críticos sempre citam esse "erotismo light" na obra.

Descartes foi o grande filósofo que estabeleceu essa separação da alma e do corpo, embora eu seja católico e acredite que nunca podemos separar os dois. O próprio são Paulo disse: se não tivesse amor, de nada valia a vida.

Desde "A Duquesa Vale uma Missa", de 2007, o senhor não escreve ficção. Algo à vista?

Comecei "O Solar dos Tarquínios", história de um sobradão construído junto com essa família que passa a viver muito e não morrer. Queriam, mas não morriam. Era a grande angústia deles.

Tem livro seu até em romeno.

Fui traduzido em 13 línguas e tenho a grande satisfação de ser um dos poucos autores incluídos na Folio [coleção da editora francesa Gallimard, uma das mais importantes na Europa]. Inclusive tive críticas do Lévi-Strauss tive a felicidade de ter sua amizade.

no Brasil seus livros receberam críticas bem duras.

É aquela história: não leram e não gostaram. Não conheço um grande crítico brasileiro que tenha feito críticas contrárias aos meus livros. Apenas deixei de cultivar a divulgação no Brasil porque havia má vontade. Não viam o escritor, viam o político.

O Millôr Fernandes escreveu que, quando se larga um livro seu, não se consegue mais pegar. Era seu melhor inimigo?

Ele não era crítico literário, ele era humorista.

O senhor acompanha algo da nova literatura brasileira?

Confesso que estou na fase da releitura. Acho que passamos por um período de declínio. Há mais de 30 anos não nasce um grande romancista, poeta, pintor, músico.

E o senhor, onde está?

Acho que quando o tempo afastar o político um pouco, a figura do trabalhador das letras vai aparecer.

O que acha de biografias não autorizadas? Tem a de Palmério Dória sobre os Sarney ("Honoráveis Bandidos").

Sou a favor da publicação de biografias, quaisquer que sejam. [A do Dória] não é biografia. É sobre políticos interessados em destruir imagens das pessoas.

Comemora os 85 anos?

Agora não comemoro mais nem o mês nem o ano, e sim os dias. Minha mãe, quando morreu, deixou uma carta. A primeira coisa que disse: "Tive até um filho que foi da Academia Brasileira de Letras". No Maranhão, quando se nasce, ninguém pensa em ser presidente, mas todos pensam em ir à Academia.

As parteiras já conhecem o choro dos meninos: "Academiiiiiiia". Ninguém sabe, mas quando assumi a Presidência, atravessava um período de grande depressão.

Não passei pela crise dos 50 anos. Mas de repente, com 52, me surgiu essa depressão. Era uma cobrança que fazia a mim mesmo do que tinha feito da minha vida.

O Carl Jung, ao contrário do Freud, dizia que todos morremos frustrados por não termos tido a vida que queríamos.

TRECHO DE 'O SOLAR DOS TARQUÍNIOS'

Amélia gerou Tarquínio, que morreu sem saber se foi concebido no mar.

A noite cobria o céu, fazendo-o negro. A caravela avançava com as velas cheias de um vento soprado, não regular, dando ao corpo o sentir de um avanço e uma parada. Não havia ritmo das ondas grandes em que a carcaça do barco descia e subia, fazendo aquele ranger constante dos mastros amarrados pelos cordames de embira, grossos e trançados.
Era um dormir inquieto entre o lusco-fusco do pensar e o fugidio das memórias.

Eles tinham escolhido, a sobrinha e o tio, deitar-se mais perto do mastro grande, onde todos acreditam jogar menos. A Filha de Aveiro navegava para o Brasil. No dia seguinte esperavam cruzar as ilhas de Cabo Verde, onde fariam aguada.

Amélia foi despertado pela mão grande que lhe levantava as saias e anáguas, em busca do seu corpo. O pânico foi o primeiro sentimento ou o medo dos fantasmas que apareciam nos navios e que eram tão temidos, almas perdidas no mar e que assaltavam as embarcações.

Instintivamente segurou com seus dois braços aquela invasão de suas pernas. Levantou-se para buscar o tio Antônio Gonçalves da Silva, em cuja companhia vinha para o Brasil, para protegê-la. Na escuridão viu a seu lado, naquela solidão de navegar, o tio Antônio, que com ela levantara também. Ainda teve um instante de saber que a mão era dele.

Quis gritar. Mas a autoridade que ele exercia não lhe deixava espaço para repelir. Só pode sussurrar "tio", e ouvir "sou eu". Uma onda maior lavou o convés.



segunda-feira, 20 de abril de 2015

19 de abril: comemorar o quê?


Olimpio Guarany


Foi o presidente Getulio Vargas quem decretou, em 1943, o dia 19 de abril como o Dia Nacional do Indio, numa alusão ao Congresso Americano para discutir a situação dos indios, realizado no México, três anos antes.
O que comemorar neste 19 de abril? É uma boa pergunta. Eu responderia: nada. 
Quando os portugueses chegaram aqui em 1500 e se encantaram com a exuberância das belezas naturais brasileiras já encontraram uma população numerosa de indios. O encanto ficou só com as belezas naturais, pois daí por diante a história já registrou. Indios foram escravizados, humilhados, quase dizimados. Só 400 anos depois é que alguém se preocupou em discutir os problemas indigenas, no congresso do México. No Brasil essa sensibilidade, ainda que tímida, veio com a criação do Parque Nacional do Xingú, em 1961, quando as primeiras terras indígenas foram demarcadas. Ao longo desses anos os índios tem sido explorados, vilipendiados, graças a ganância típica da sociedade capitalista. Estão a mercê das políticas  governamentais, nem sempre coerentes ou sérias. O certo é que um grande número de nossos índios vive em situação de pobreza, sem direito a escola, segurança ou mesmo moradia. Muitos foram expulsos de suas terras, sem direito a explora-la, mesmo para sua sobrevivência. Quando foi criada a Funai, se instalou uma expectativa de que os índios seriam melhor assistidos. A instituição que deveria estabelecer políticas de proteção às comunidades indígenas virou um cabide de emprego, com gente sem compromisso com a causa, e hoje praticamente inexiste. Resultado: fazendeiros, madeireiros entre outros vorazes continuam invadindo terras indígenas, destruindo sua cultura e matando sua gente.
O que me deixa inquieto é essa falta de rumo das já enfraquecidas políticas públicas para os indígenas. O que me deixa triste é que, nesse ritmo, num futuro não muito distante, nossas crianças vão saber da existência de índios somente através de fotos e registros na internet ou de uma visita a algum museu. Serão peças do passado. E aqui vale o recorte de um trecho da canção que saiu da sabedoria do poeta Jorge Benjor. Registra o lamento e nos leva à reflexão.
"Mas agora eles só têm um dia
O dia dezenove de abril
Amantes da pureza e da natureza
Eles são de verdade incapazes
De maltratarem as fêmeas
Ou de poluir o rio, o céu e o mar
Protegendo o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora
Pois na sua história, o índio
É o exemplo mais puro
Mais perfeito, mais belo
Junto da harmonia da fraternidade
E da alegria,
Da alegria de viver
Da alegria de amar
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente
Que já foi muito contente
Pois antigamente, todo dia, toda hora, era dia de índio".
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Olimpio Guarany é jornalista, economista, publicitário e professor universitário


quarta-feira, 15 de abril de 2015

PF prende tesoureiro do PT, em São Paulo





João Vaccari Neto, tesoureiro do PT foi preso esta manhã, em sua casa em São Paulo, em nova fase da Operação Lava Jato. Vaccari nega envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O secretário de Finanças do PT será encaminhado, ainda hoje, para Curitiba, onde será ouvido pelo juiz Sérgio Moro.
A cunhada de Vaccari, Marice Correia de Lima, também foi presa em regime temporário por cinco dias, podendo ser renovada por mais cinco.
A Policia Federal também cumpriu mandado de condução coercitiva - quando a pessoa é levada obrigatoriamente para depor - de Gisele Rose Lima, mulher do tesoureiro petista.
Vaccari Neto admitiu, em depoimento na CPI da Petrobras, na Câmara dos Deputados que se encontrou com os operadores do esquema de corrupção na estatal, mas defendeu que a doações recebidas de empresas investigadas na Operação Lava Jato.
O Ministério Público suspeita que essas doações foram uma forma de pagamento de propina que as empresas deviam ao PT para manter contratos com a Petrobras.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Os protestos do 12 de abril



Olimpio Guarany


Não vejo motivo para os petistas comemorarem a redução do número de manifestantes, ontem, em comparação com o 15 de março, tampouco para se sentirem aliviados. O fato de menos pessoas terem ido às ruas não diminui a insatisfação do povo brasileiro com o atual governo e com as práticas de corrupção patrocinadas pelo esquema montado pelo PT. 
Do meu ponto de vista seria muita cretinice se dizer aliviado quando no mesmo dia dos protestos o Data Folha divulgava pesquisa feita, quinta feira passada, dando conta de que 63% da população aprovam o impeachment da presidente Dilma. Pior é que, da data do primeiro protesto pra cá, o índice de desaprovação do governo ainda  permanece na casa dos 60%. Por outro  lado, os que aprovam o governo ficaram nos 13%, um dos mais baixos índices da história recente do pais. Então, o que tem a comemorar?
Fiquei estupefato  ao ver como o petismo tem capacidade de mobilizar as redes sociais. Só de maneira virtual, e sabe lá com que esquema, conseguiram fazer com que uma hasteg pró Dilma tivesse maior citação no twitter.
Vi com tristeza, certa euforia dos petistas. Uma ex-deputada do Amapá, derrotada na eleição passada, usou seu twitter para debochar e ainda jogar a pecha de “coxinhas” para quem estava na manifestação. Fica do tamanho dela querer desclassificar tamanha insatisfação do povo.
Reitero o que já disse, ontem à noite, nada como o resultado da pesquisa do Data Folha para mostrar o quanto o povo brasileiro condena esse mar de corrupção em que o país está mergulhado e o desgoverno a que foi entregue.
Outro ponto que abordei, ontem, foi sobre o pedido de intervenção militar. Penso que é totalmente descabido alguém se arvorar a pedir o retorno dos militares. A lição que tivemos com os 21 anos de ditadura, período triste da história do nosso país, já foi suficiente e ficou claro que queremos liberdade. Vivemos em um estado democrático de direito, e isso foi uma conquista. Remédio pra democracia é mais democracia, mais liberdade e oportunidade para todos.
Ressalto com tristeza que o fato de menos pessoas terem ido às ruas, ontem, pode representar um alto grau de desesperança do povo brasileiro.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Redução da maioridade penal: sou contra



Imagem: Ike Bitencourt
Olimpio Guarany

Ontem, quando manifestei meu pensamento sobre a redução da maioridade penal para 16 anos, pelo twitter, não faltou quem me contestasse. Hoje, escrevo este artigo para ficar bem claro meu ponto de vista sobre o tema.

Então vamos lá: Entendo que a redução da maioridade penal não é uma saída para resolver o problema da violência juvenil. Até consigo compreender esse medo que assola a população quando o assunto é a segurança, especialmente na área urbana. Mas, é preciso destacar que os delitos cometidos por adolescentes, segundo dados do Ministério da Justica, representam menos de 10% dos registros de crimes no Brasil e, certamente, não se constituem no principal ponto da criminalidade no país.

As estatisticas revelam que os delitos graves do adolescente infrator são, em sua maioria, contra o patrimônio, o que não justifica mandá-lo para a prisão. Se formos verificar a fundo, veremos que dificilmente um adulto cumpre pena quando comete crime contra o patrimônio.

Por outro lado é fato que a reincidência do adolescente infrator triplica, quando ele é mandado para o sistema penal, comparado com àquele que vai para um programa socioeducativo.

Então reflita. Ao mandarmos um menino de 16 anos pra cadeia, junto com presos comuns, estaremos garantindo para ele o diploma de graduação no crime. De lá ele não sai melhor, está provado. Estaremos apenas antecipando sua vida criminal. Senão vejamos: os chefões do crime, hoje, cooptam o adolescente de 16, 17 anos porque ele não vai pra cadeia, doravante passará a recrutar os de 14, 15 anos. Então, isso vai resolver?

O frisson da população à favor da redução da maioridade pode ter sido estimulado pela própria midia que veicula com grande alarde, por exemplo, um crime hediondo praticado por um jovem como se isso fosse comum entre os menores infratores.

Temos que acabar com essa hipocrisia. Precisamos entender que faltam politicas públicas coerentes para atender aos anseios de nossos adolescentes e jovens. Esse segmento nunca foi tomado como prioridade pelo poder publico.

Dizer que não existem recursos para investimento na formação dos nossos jovens não convence, quando vemos bilhões e bilhões sendo roubados por essa quadrilha que tomou de assalto o país. Se essa dinheirama toda fosse investida em escolas e em mecanismos capazes de oferecer oportunidade aos nossos jovens, talvez, hoje, não estivéssemos pedindo para reduzir a maioridade penal.
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Olimpio Guarany é jornalista, economista, publicitário e professor universitário