sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Professores da rede pública serão capacitados pela parceria SPM-UNIFAP


Sávio Barros, de Brasilia

Cerca de 240 professores de escolas públicas do Amapá receberão capacitação sobre educação multidisciplinar abordando a igualdade entre mulheres e homens. O curso de extensão universitária, com o tema: “Violência Contra a Mulher é Falta de Educação: Táticas e Processos de Transformação”, é uma parceria entre a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/SEGOV) e a Universidade Federal do Amapá (Unifap). 
Fátima Pelaes, Secretária Especial de Politicas para Mulheres
Segundo a Secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, é preciso ensinar  crianças e jovens que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Pelaes acredita que a única forma de acabar com a violência contra as mulheres é através da educação.” É nessa perspectiva que estamos fazendo essa parceria com a Unifap”, disse.
Trabalho conjunto
 A capacitação ministrada pela SPM e Unifap será feita em duas etapas. A primeira com 4 encontros em formato de workshops e a segunda etapa com exposição de trabalhos realizados pelos professores. Ao todo, serão 10 meses de formação e debates que irão auxiliar os docentes a trabalhar a temática da política de mulheres em sala de aula. 

A aula inaugural será realizada nesta sexta-feira (11), às 18 horas, no auditório do prédio Aranha, no campus da Unifap, em Macapá (AP),com a presença da secretária Fátima Pelaes. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Papaleo no Podemos?




Senador Papaléo Paes, na tribuna do Senado Federal
Alvaro Dias, candidato a presidente 
O senador Alvaro Dias, estrela do novo partido, o PODEMOS, não perde de vista o seu amigo e ex-colega de Senado, Papaléo Paes. Alvaro é candidato a presidente da República em 2018 e quer que o vice governador do Amapá seja o candidato ao Senado por seu partido. Papaleo ainda não decidiu, mas alguns passos para convencer Papaléo ja foram dados, entre eles a ida do PODEMOS para a base de Waldez Góes. Isso já deixa confortável o vice governador estaria com lugar assegurado na chapa majoritária.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sitio Arqueológico de Calçoene, o Stonehenge do Amapá

Olímpio Guarany

Situada a 130 quilômetros a oeste de Londres está a enigmática Stonehenge. Considerada como um dos mais belos monumentos megalíticos existentes é composta por um complexo de enormes pedras fincadas em círculos. Pelas marcas existentes no chão, calcula-se que metade das pedras foi retirada posteriormente a sua criação. Ao seu redor, existem vários blocos isolados que receberam os nomes de “Pedra do Sacrifício”, ”Pedra do Altar” e “Pedra do Calcanhar”. Em sua forma primitiva, o círculo possuía 30 blocos verticais, sobre os quais havia 30 blocos horizontais, formando um círculo de 30 metros de diâmetro e 5 metros de altura. 

Stonehenge na Inglaterra, próximo à Londres
Aí você pode perguntar: O que a Stonehenge da Inglaterra tem a ver com o Amapá? 
Provavelmente nada ou alguma coisa, mas o certo é que pesquisadores do IEPA – Instituto de Pesquisas do Amapá -  comprovaram que na região de Calçoene existem vários sítios de pedras megalíticas, tais como na Inglaterra. A disposição dos blocos chamou tanta atenção que chegaram a comparar com o sitio inglês, daí passaram a apelida-los de “Stonehenge do Amapá”.
As primeiras informações me despertou a curiosidade e logo procurei a Mariana Cabral e o João Santana, casal de pesquisadores gaúchos que servem no IEPA. Foram eles que aprofundaram as pesquisas sobre o sitio arqueológico de Calçoene.
Depois de alguns dias em Amapá, produzindo material para o programa de TV “O Repórter da Amazônia”, organizei uma expedição para conhecer o sítio de pedras megalíticas descobertos recente, onde teria existido uma civilização complexa com largo conhecimento, inclusive de astronomia.



Era madrugada quando chegamos a Calçoene. A cidade está situada às margens do rio que lhe deu o nome, distante cerca de 370 km de Macapá. Ao passar pela orla nos deparamos com barcos pesqueiros coloridos ancorados no rio Calçoene, é o cartão de visita da cidade cuja a vocação econômica é a pesca e o extrativismo.

Ao amanhecer a equipe não continha a ansiedade para chegar ao sítio arqueológico. São 18km da cidade até lá. Seguimos por uma estrada vicinal, de chão batido, e emoldurada pela floresta densa. 
Antes dos achados, no local funcionava uma fazenda. Ao fundo a sede, que hoje abriga o escritório base do IEPA. Nosso guia é o próprio vigia, “seu” Raimundo. Caminhamos um pouco pelo campo por entre capim e mata rasteira e logo nos deparamos com os blocos fincados na parte mais alta do terreno.
O círculo de pedras descoberto em Calçoene, no Amapá, marca uma parte da história e atiça o interesse da arqueologia brasileira e internacional. Mas, por que os construtores escolheram a parte mais alta do terreno, numa colina?
A pesquisadora Mariana Cabral explica: “aquela é uma região de contato de floresta com a área mais baixa, área de litoral e são áreas que no período das chuvas ficam alagadas, todavia, a área onde estão as pedras, a água não chega e nas enchentes aquilo vira uma ilha, portanto a escolha do local tem a ver com o conhecimento daquele ambiente”.
Um outro detalhe é que o sítio fica próximo a margem do Igarapé Grande, e isso tem chamado a atenção dos pesquisadores que já haviam identificado outros sítios nas mesmas condições.

 O pesquisador João Saldanha diz que outros sítios descobertos na região situam-se, no máximo, a 100 metros dos Igarapés. Isso nos leva a crer que os rios e Igarapés eram usados como estradas naturais que agregavam grupos humanos em determinados lugares para construir os megalitos e depois fazer as cerimônias nesses sítios.

Andando pelo sitio, tocando nas peças, dá para perceber que são bastante pesadas e foram feitas de um material extremamente resistente, cuja maioria dos blocos se mantém inteira até hoje. Que material foi utilizado e como chegaram aquele formato?

“Provavelmente usavam madeiras duras. Como eles conheciam os tipos de rochas- esses povos eram, digamos “geólogos”  e sabiam como se quebravam naturalmente e fazem uso desse conhecimento para retirar os blocos com mais facilidade”, diz a pesquisadora Mariana Cabral. 
 
Pesquisador João Saldanha
“Eles aproveitavam a geologia da região que era basicamente granito que acaba escamando por conta do calor de dia e do frio à noite. Isso facilitava o trabalho. Eles levavam os blocos para algum lugar e lá eles formatavam as peças, faziam as pontas, os buracos em forma de círculos...” arremata João Saldanha.

Os blocos de pedra do círculo megalítico estão posicionados de maneira que o Sol, durante o solstício de inverno do hemisfério Norte que ocorre em 21 de dezembro, incida sobre o bloco, eliminando a sombra. Isso poderia ser um observatório? Esses povos teriam algum conhecimento de astronomia?
A pesquisadora Maraina Cabral afirma: “Esses povos indígenas tinham conhecimento astronômico bastante refinado. A forma como eles colocaram os blocos no solo é para marcar esse momento do solstício. Aliás isso foi o que nós conseguimos perceber, pois aquela estrutura de Calçoene tem mais de 100 blocos e a gente imagina que muito mais conhecimento que está inscrito ali e que ainda não conseguimos decifrar. Talvez relacionado a outras variantes, que tenha a ver com a lua, com as estrelas com outros movimentos...
Maria Cabral diz que aqueles povos tinham conhecimento refinado do seu entorno, daquilo que acontecia ao seu redor, além dos movimentos do sol e talvez de outros astros



O círculo de Calçoene foi apelidado de Stonehenge do Amapá em referência ao famoso sítio arqueológico na Inglaterra.
Durante as escavações os pesquisadores encontraram lápides em poços funerários tampados com pedra plana muito bem posicionada. Essa estrutura física que parece incorporar esses conhecimentos, sugere que esses índios pré-colombianos seriam bem mais sofisticados do que se suspeitava.
“Eles mesclavam conhecimento de arquitetura e de geologia. Por exemplo aquela montanha de pedras se transforma em rocha dura, mas eles tinham conhecimento, abriam a rocha e firmavam os megalitos naquelas posições especificas”,  conclui o pesquisa João Saldanha. 

Nas escavações feitas pelos arqueólogos foram encontrados enterrados vários objetivos de cerâmica revelando o domínio sobre as artes. São potes, vasos, peças em diversos formatos e urnas funerárias.
Andando pelo sitio me aproximei de um bloco na vertical o que me deu a impressão de ser o ponteiro de um relógio do sol. Andei um pouco mais e me deparei com uma lápide. A minha curiosidade foi além da imaginação daí eu fui ouvir o pesquisador João Saldanha: “Aquele monumento megalítico de Calçoene tem 30 metros de diamentro, foi utilizado por cerca de 500 anos e só tem 11 tumbas, ao menos as que foram mapeadas, o que nos leva a crer que eram pessoas muito importantes para aquela sociedade”, disse.



O sitio arqueológico de Calçoene, no Amapá, ainda vai precisar de muito estudo para responder a perguntas que podem revelar se ali existiu uma organização social mais complexa, por exemplo. A ocorrência de Calçoene  tem um significado ainda misterioso, mas  abre uma fresta para o elevado grau de desenvolvimento cultural da civilização pré-colombiana que existiu naquela parte do Amapá.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

As notas quentes

Eleições 2018
Audiência da Rádio Cipó explodiu em Mazagão durante a festa de São Tiago. Momentos após a procissão, onde todas as matizes de políticos caminharam juntas carregando uma imagem do homenageado, e antes de começar a batalha entre Cristãos e Mouros, correu a noticia de que Randolfe Rodrigues seria o candidato ao governo. Não houve desmentido e o assunto rendeu muito nas redes sociais.

Contra ponto
Militantes de Davi se mobilizaram para contar a onda nas redes sociais pregando a união do grupo. Do outro lado da rua Capi torcendo para Randolfe ser o candidato que ele quer uma vaga na chapa como o candidato a Senador. E ai?

Waldez candidato à reeleição
Marcivânia passou de malas e cuias para a base de Waldez
Reforço da base 

Os movimentos nos bastidores continuam intensos. Waldez Góes embarcou mais um partido. Desta feita foram os comunistas que saíram da base de Clécio Luis e se mudaram de mala e cuia. A deputada Marcivânia Flexa mostrou força, bateu o martelo e entrou em campo pela releia dela e do governador.

Empresarios na política
Brasil a fora, Amapá dentro, os empresários estão se movimentando para entrar na política. Além de Jaime Nunes e Adiomar Veronese - o primeiro disputou a vice-governador em 2010 e o segundo a vice-prefeito em 2016 - ,  conhecidos no meio, outros nomes vem aparecendo como potenciais candidatos: Otaciano Jr (Betral), Eliezer Viterbino, (Maranata), Fabio Renato (Você Telecom). 

Dano ambiental
O promotor Adilson Garcia foi passar uma temporada no Jari para cobrir as férias de um colega, detectou irregularidades da Jari Celulose e mandou abrir inquérito para investigar contaminação dos moradores de Vitória do Jari. “Eles recebem doses cavalares de Dióxido de Enxofre causando irritação nos olhos, vias aéreas,  dor de cabeça e aquele cheiro insuportável”, disse o Promotor.
Promotor Adilson Garcia, em frente a Jari Celulose, no vale do Jari.

Pior ainda
Adilson Garcia falou da gravidade da queima de óleo BPF na Jari Celulose: ”É um dos principais causadores da chuva ácida, pois, associado à água presente na atmosfera, forma ácido sulfuroso. Pensei que o BPF tivesse sido proscrito, devido ao alto conteúdo em enxofre. Donde se vê, em tese,  falta de compromisso ambiental da Jari Celulose”. 

DESTAQUE 
Caetano Soares Pinto e seu amigo Comandante Hamilton, piloto da Record.



Minhas homenagens hoje vão para Caetano Soares Pinto. Empresário, um dos maiores importadores da Área de Livre Comércio, mas antes de tudo um amigo. Caetano é daqueles amigos do peito. Todos os dias, logo cedinho ele posta os versículos do dia, difundindo a Palavra. Outra faceta fantástica de Caetano é a sua sensibilidade para fotografia. Com olhar apurado é , indubitavelmente, quem mais fotografou a frente de Macapá. Todos os dias, há anos, ela capta imagens únicas do rio, do sol, da enchente, da maré baixa, do trapiche, da orla. É a lente mais apurada que conheço. Um grande abraço Caetano. Felicidades, parabéns pelo anIversário. Que Deus te abençoe sempre!

MERCADO

OLÍMPIO GUARANY 
  
Mineração
As medidas anunciadas essa semana por Temer, se constituem num passo decisivo para internacionalização do subsolo brasileiro. As empresas estrangeiras que antes poderiam deter até 45% do capital das mineradoras agora poderão integralizar os 100%. É o caminho aberto para a internacionalização da Amazônia cujo subsolo é rico em ferro, ouro, nióbio, tantalita entre outros minérios valorizados no mercado internacional.

Qualificação profissional 
O médico Paulo Albuquerque, do Amapá, está em São Paulo onde foi participar do
I Curso Internacional de Citopatologia, organizado pela Sociedade Brasileira de
 Citopatologia. O renomado médico norte-americano  Paulo Wakely, MD, da Universidade de Ohio State, é um dos palestrantes. Este é o primeiro evento realizado pela entidade no Brasil.

Marketing pessoal na vida profissional. 
Você pode não saber, mas para um produto ser notado, apreciado e adquirido são necessários o que chamamos de esforços de marketing. Esses meios são usados para potencializar as vendas dos produtos, utilizando a divulgação através da promoção, propaganda,qualidade, embalagem, etc.
Quando se trata de Marketing Pessoal é a mesma coisa, porém o produto é você e o beneficiado é você mesmo. É preciso que você seja notado pelas suas qualidades, habilidades e competências.

Aqui vão algumas dicas de um bom marketing pessoal

Dicas profissionais 

1. Você deve ter liderança, desenvolvendo assim habilidades de influenciar pessoas e ser um formador de opinião.

2. Deve transmitir confiança aos seus chefes e companheiros de trabalho. Deve ser a pessoa que todos sabem que se algo precisa ser bem feito, tem que ser feito por você.

3. Precisa saber o que está fazendo e porque está fazendo. Fuja de fazer apenas algo que mandam fazer, sem saber do que se trata. Diferencie-se, torne-se um especialista em suas atividades e o motivo para a execução delas.

4. Saiba trabalhar em equipe e administrar conflitos. Mesmo que você tenha mais habilidades em determinadas atividades, colabore para o desenvolvimento de seus colegas de trabalho. Afinal, uma equipe coesa produz mais, melhor e com maior satisfação.

5. Saiba valorizar seu trabalho e apresente bons resultados. Tenha uma boa visibilidade. Sempre que tiver oportunidade, além dos resultados apresente seus projetos e idéias, mesmo que informalmente.

6. Seja uma pessoa otimista e bem-humorada. Ninguém gosta de rabugentos, aqueles profissionais cuja presença faz murchar até o pequeno cacto ao lado da mesa. Pessoas otimistas e bem humoradas proporcionam um ambiente agradável e irradiam bem- estar a todos à sua volta.

7.Faça um bom planejamento de onde pretende chegar. Qual situação que almeja profissionalmente, e tenha paciência. Tudo acontecerá ao seu tempo desde que, obviamente, você direcione seus esforços para realizar-se, conforme o planejado.

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domingo, 30 de julho de 2017

Vamos entrar nesta guerra pra ganhar!


O REPÓRTER DA AMAZÔNIA
30.07.2017


Amazônia Capitulo II
No Capitulo I comentei sobre o avanço do desmatamento na Amazônia, mas não posso deixar de considerar que o mais grave de tudo é que a natureza  está sendo destruída sem sequer ser conhecida.
Hoje vamos saber mais um pouco das riquezas da nossa Amazônia.
Aqui em Macapá temos o IEPA- Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá
Uma instituição que vive a dura realidade da pesquisa científica na
Amazônia. Aqui, sobram boa vontade e motivação à equipe de
pesquisadores, mas faltam recursos.

Estado preservado 

O Amapá se orgulha de ser o estado mais bem preservado do Brasil, com
cerca de 94% de suas florestas ainda intactas. Uma preservação que se
sustenta mais no isolamento geográfico e no baixo desenvolvimento
industrial do estado, de que em políticas públicas de estudo e
proteção dos recursos naturais.

O desafio de conhecer melhor a biodiversidade da região e seus
ecossistemas é gigantesco. Se o esforço exigido para desenvolver conhecimento sobre um estado
como o Amapá já é monumental, como dimensionar o que será necessário
para conhecer a Amazônia como um todo?

As dimensões amazonica 

A Amazônia continental, com 7 milhões de km², ocupa área
correspondente a 50% da superfície da América do Sul e 5% da
superfície de terra firme do globo.
É formada por nove países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana
Francesa, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Brasil, e habitada por
mais de 30 milhões de pessoas, o que corresponde a menos de meio por
cento da população mundial.
Na sua parte brasileira, a Amazônia tem mais de 21 milhões de
habitantes, distribuídos por sete estados: Acre, Amapá, Amazonas,
Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins. Abrange uma área de 3,8 milhões
de km², equivalente a 44% do território nacional.
Se considerada a Amazônia Legal, conceito ciado pela constituição de
1953, a área sobe para 5,1 milhões de km², representando 59% do
território brasileiro.

A biodiversidade 
A Amazônia é a região de maior diversidade biológica do Planeta.
mais espécies vegetais num hectare de floresta no médio Amazonas do
que em todo o território europeu. E mal começamos a classificá-las.

Chove muito na Amazônia.

A região atinge os maiores índices
pluviométricos do continente americano, com média de 2.200 mm ao ano.
Nos sopés dos Andes, no Peru e Equador, os índices chegam a 8.000 mm-ano.
No Brasil, os maiores índices são registrados na região da Cabeça do
Cachorro, noroeste do Amazonas, e na costa do Amapá, região de Calçoene, na casa dos 3.000
mil mm-ano.
A grande quantidade de chuvas faz da Amazônia a maior bacia
hidrográfica mundial. O ciclo da água é importante para a região, mas
também presta serviços a outras partes do planeta.
Na Amazônia, o ano é dividido em duas grandes estações. O inverno, que
é o tempo das chuvas, com mais ou menos sete a oito meses de duração.
E o verão, quando o sol predomina.
A temperatura é constante e alta, em torno de 26º na estação chuvosa,
e 27,5º no período seco.

Pulmão do mundo?
Ao contrário do mito que se propagou durante muito tempo, a floresta
amazônica não é o pulmão da humanidade.
Esse título foi concedido por duas razões principais. A ignorância
quanto ao processo de emissão e consumo de oxigênio pela floresta
amazônica. E também por conveniência, como forma dos países
desenvolvidos pressionarem o Brasil a frear o ritmo de destruição
ambiental na região.
Não ser o pulmão da humanidade não significa que a Amazônia tenha
menos importância para o planeta como um todo. A medida que avançam os
estudos científicos na região e que se passa a conhecê-la melhor, mais
fica evidente sua relação com o bem-estar mundial.

Preservando os tesouros 

Ao longo de mais de 500 anos de história, o homem branco sempre
demonstrou desconhecer a fórmula de como conviver em harmonia com a
Amazônia.
Para ocupá-la, promoveu o genocídio dos seus primitivos habitantes.
Depois, buscando dar finalidade econômica à região, passou a destruir
seus recursos naturais.
Hoje há um despertar para a realidade de que é preciso deter esse
processo de destruição, sob pena de um dos mais valiosos tesouros do
planeta ser devastado, antes mesmo de ser conhecido.
Encontrar alternativas que permitam ao ser humano utilizar a floresta
de forma sustentável, recebendo dela benefícios, sem, contudo,
exauri-la, é o desafio que se impõe.

Cabe a nós conhecer melhor a Amazônia, aprender a ouvir sua linguagem
natural, reconhecer nela uma companheira sempre pronta a nos dar o
melhor, até aqui com quase nenhuma retribuição.

A reação do poeta 

O poeta Thiago de Mello, um amazônida apaixonado pela floresta, resumo
bem essa relação desigual.
Sucede que a floresta não pode dizer. A floresta não anda. A selva
fica onde está. Fica è mercê do homem. Por isso é que há quatro
séculos o homem vem fazendo da floresta o que bem quer, sempre que
pode. Com ela e com tudo o que vive nela, dentro dela. A floresta
entrega o que tem. São séculos de doação do que a floresta amazônica
tem de bom para a vida do homem da região e das mais afastadas partes
da terra”.

Quando iremos reconhecer, agradecer e retribuir?